O presidente do Paraguai, Santiago Peña, oficializou uma parceria inédita com o Hospital Israelita Albert Einstein para uma reforma estrutural na saúde do país vizinho. Com apoio da ITAIPU Binacional, a instituição brasileira — eleita a 16ª melhor do mundo — assumirá a gestão e o desenho técnico do novo Hospital Nacional de Itauguá, que terá mais de mil leitos.
“Os paraguaios perderam a paciência”
A decisão drástica de buscar ajuda externa vem acompanhada de um desabafo político. Durante a cerimônia com o Dr. Sidney Klajner, presidente do Einstein, Peña admitiu que a população “já não aguenta mais” a precariedade do atendimento público. “Encontramos no Einstein sete décadas de sucesso e fomos bater na porta para que nos ajudem desde os alicerces”, declarou o presidente.
O que muda com o Einstein em Itauguá:
- Revisão Arquitetônica: Ajustes técnicos nos projetos de construção do novo complexo.
- Gestão de Elite: Implementação de sistemas modernos e protocolos clínicos de padrão internacional.
- Transformação Digital: Foco em informação integrada e segurança do paciente.
- Capacitação: Treinamento das equipes durante a obra e no primeiro ano de operação.
O ceticismo necessário: O alerta de Foz do Iguaçu
Embora o anúncio brilhe nos olhos de quem busca um atendimento digno, o histórico da região pede um “pé atrás”. Ter o nome do Einstein no papel não é um salvo-conduto para o sucesso eterno.
Em 2019, o Hospital Municipal de Foz do Iguaçu também firmou uma parceria com o Albert Einstein voltada para a telemedicina. Sete anos depois, o projeto não entregou os resultados esperados, servindo de lição: consultoria de ponta e tecnologia não sobrevivem sem continuidade política e gestão local eficiente. O desafio de Peña agora é provar que o gigante de Itauguá não será apenas o hospital mais moderno do Paraguai na propaganda, mas uma referência real no atendimento ao povo.
Foto em destaque: Divulgação/Agência IP








