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sáb, 06 de jun 2026

Governo sinaliza flexibilização, mas Receita Federal fecha o cerco na fronteira

Antes mesmo de virar lei, proposta sobre notebooks já provoca reação dura da fiscalização.

Nem bem o Governo Federal sinalizou uma flexibilização no entendimento do que é “item de uso pessoal” para brasileiros que retornam de viagens internacionais, e a Receita Federal do Brasil (RFB) já tratou de se antecipar para não deixar brechas. Principalmente para os chamados “espertinhos” de plantão.

Em novembro de 2025, a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que isenta do Imposto de Importação o computador portátil trazido do exterior por viajantes, desde que destinado a uso próprio.

Na prática, a proposta equipara notebooks, laptops, tablets ou similares a itens tradicionalmente considerados de uso pessoal, como celulares e relógios.

O que diz o projeto

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Zé Adriano (PP-AC), ao Projeto de Lei nº 2204/25, de autoria do deputado Dr. Jaziel (PL-CE). Segundo o relator, a redação buscou dar mais segurança jurídica às regras de isenção de bagagem.

“O uso de notebooks já faz parte da vida cotidiana. Não é razoável que esse tipo de equipamento continue sendo tratado como item de revenda ou de destinação comercial”, afirmou Dr. Jaziel.

Pelo substitutivo, a bagagem de viajante procedente do exterior ficará isenta de tributos para bens novos ou usados, destinados a uso ou consumo pessoal ou para presente, desde que, pela quantidade, natureza ou variedade, não indiquem fins comerciais ou industriais.

O texto inclui expressamente o computador portátil pessoal como bagagem isenta, desde que compatível com as circunstâncias da viagem e em uso pelo viajante.

Hoje, o Regulamento Aduaneiro já garante isenção a itens como câmera fotográfica, celular e relógio de pulso. Notebooks, porém, seguem sendo frequentemente tributados pela Receita quando ultrapassam a cota de valor permitida.

O projeto ainda nem virou lei

É importante destacar: o projeto ainda não está em vigor. Ele tramita em caráter conclusivo, mas precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de posterior aprovação no Senado Federal.

Mesmo assim, a Receita Federal decidiu não esperar.

Receita se antecipa e muda o jogo

Daniel Messias Linck, auditor-chefe da Receita Federal em Foz do Iguaçu. Imagem: Reprodução Rádio Cultura Foz.

Nesta semana, em entrevista à Rádio Cultura de Foz do Iguaçu, o auditor-chefe da Ponte Internacional da Amizade, Daniel Linck, informou que um novo sistema de fiscalização já está sendo implementado na fronteira, por determinação da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, em Brasília.

Segundo ele, a definição sobre se uma mercadoria tem ou não destinação comercial passará a considerar um cruzamento de dados mais amplo, incluindo:

  • Frequência de passagens pela fronteira
  • Renda declarada do viajante
  • Existência de CNPJ ativo
  • Quantidade, natureza e variedade dos produtos transportados

 

Ou seja: não é mais só o que está na sacola. É quem está trazendo, com que frequência e com qual histórico.

E o viajante comum?

Segundo o próprio auditor-chefe, o turista eventual, que faz compras para uso próprio, não será afetado. O foco da Receita é diferenciar o viajante do contrabandista.

O objetivo declarado é claro: combater a entrada ilegal de mercadorias com destinação comercial, sem penalizar quem compra para consumo pessoal.

O que está nas entrelinhas

Agora, vamos ao que não foi dito oficialmente.

Caso o projeto que isenta notebooks do Imposto de Importação seja aprovado sem mudanças, combinando-se às regras atuais de cota e uso pessoal, abriria-se uma brecha gigantesca para o contrabando.

Existem notebooks que custam até US$ 2 mil no Paraguai ou nos Estados Unidos. No Brasil, equipamentos desse mesmo patamar ultrapassam facilmente R$ 20 mil. O lucro numa revenda seria tentador.

Pela regra anterior, com a possível aprovação do projeto, alguém poderia comprar um notebook de alto valor a cada 30 dias, cruzar a fronteira sem pagar imposto e sem levantar suspeitas formais.

Com o novo modelo de fiscalização anunciado pela Receita, esse cenário muda. A frequência de passagem passa a ser critério central, permitindo identificar quem tenta transformar “uso pessoal” em atividade comercial disfarçada.

Medida também mira o chamado contrabando “formiguinha”

Moto flagrada com contrabando. Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu.

Além do impacto direto sobre a fiscalização de viajantes, a nova medida também tem como pano de fundo o combate a um modelo antigo e recorrente de irregularidade na fronteira: o chamado contrabando “formiguinha”.

Na prática, o método funciona por meio do transporte repetitivo de pequenas quantidades de mercadorias. O objetivo é manter o valor individual sempre dentro da cota permitida, evitando a retenção e o pagamento de tributos.

Nesse esquema, grandes volumes de produtos — como eletrônicos, cigarros e outros itens de alto valor agregado — são fracionados. Cada pessoa cruza a fronteira carregando apenas uma parte da carga total.

Os transportadores individuais, conhecidos como “laranjas” ou “mulas”, são contratados para realizar diversas travessias ao longo do dia. Em tese, cada passagem isolada poderia parecer regular ou menos relevante do ponto de vista fiscal.

O uso de motocicletas é comum nesse tipo de operação. A agilidade dos veículos e o grande fluxo diário na Ponte Internacional da Amizade dificultam a inspeção de todas as abordagens.

Desde 2025, a Receita Federal do Brasil vem intensificando ações para coibir o contrabando “formiguinha” na região. As operações incluem maior controle sobre motociclistas e fiscalização mais rigorosa no fluxo de pedestres.

As medidas, no entanto, têm provocado protestos ocasionais, especialmente por parte de moto-taxistas, que alegam estarem sendo alvo de abordagens excessivas por parte dos agentes da Receita Federal.

Com o reforço na fiscalização e ajustes nas regras de enquadramento, a tendência é que a atuação contra esse tipo de prática se torne ainda mais estratégica na fronteira.

Fôlego para o turista, freio para o esperto

A notícia segue sendo positiva para o cidadão comum, que aproveita uma viagem internacional para adquirir um notebook, laptop ou tablet para uso próprio.

Mas, para quem já sonhava em transformar a mudança legislativa em um negócio paralelo, a nova estratégia da Receita caiu como um balde de água fria.

A flexibilização nem chegou a se concretizar, e a fiscalização já se reorganizou.

No fim das contas, o Governo nem chegou a dar com uma mão, mas a Receita Federal já se preparou para tirar com a outra.
E, desta vez, a mordida do leão veio antes mesmo do sonho começar.

 

Fotos: Divulgação/Assessoria de Comunicação da Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu

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A música volta a ocupar alguns dos espaços mais representativos da convivência e da vida cultural de Foz do Iguaçu. Este ano, o Mercado Público Barrageiro, a Feirinha da JK e o Teatro Barracão recebem novamente a programação oficial do Make Music Day 2026.

No dia 21 de junho, os três locais integram uma grande mobilização internacional. O evento reúne cidades em mais de 120 países em torno da maior celebração musical do planeta. Em Foz do Iguaçu, a iniciativa reafirma a importância de ocupar espaços públicos e comunitários com arte e cultura.

Ao longo de todo o dia, apresentações gratuitas vão movimentar esses ambientes conhecidos pela circulação de moradores e turistas. A ação valoriza os artistas locais e conecta a fronteira com um movimento que acontece simultaneamente em diferentes partes do mundo.

Programe-se para o Make Music Day 2026

O evento acontece no dia 21 de junho nos seguintes pontos da cidade:

  • Mercado Público Barrageiro
  • Feirinha da JK
  • Teatro Barracão

 

Todas as atividades são abertas ao público e celebram a diversidade sonora da nossa região.

O que é o Make Music Day?

O Make Music Day (Dia de Fazer Música) é uma celebração global e gratuita que acontece anualmente no dia 21 de junho. O evento é totalmente aberto ao público e convida desde músicos amadores até profissionais para se apresentarem em espaços públicos.

Origem e Presença Global

Criado em Paris, na França, em 1982, sob o nome Fête de la Musique, o movimento tornou-se um fenômeno internacional. Atualmente, o evento está presente em mais de 120 países e cerca de 2.000 cidades ao redor do planeta. O propósito central é democratizar o acesso à cultura e mostrar como a música conecta pessoas.

Como funciona o evento?

O formato do festival é descentralizado e colaborativo. As apresentações acontecem de forma simultânea em ruas, praças, escolas, parques e comércios locais. O evento se divide em três frentes de participação:

  • Músicos: Cadastram-se para tocar gratuitamente em locais públicos.
  • Instituições: Abrem espaço para festivais de corais, oficinas e rodas de canto.
  • Cidades: Integram o município ao calendário oficial do evento.

 

Movimento no Brasil e em Foz do Iguaçu

Edição de 2024 incluiu apresentações em pontos icônicos, incluindo o Mirante Centrak da Itaipu. Foto: Alessandra Bussador/Divulgação ITAI.

No Brasil, o festival é organizado pela Associação Nacional da Indústria da Música e do Áudio (ANAFIMA) e já se expandiu para centenas de municípios.

Em Foz do Iguaçu, o Make Music Day se consolidou como uma forte tradição cultural. A cidade costuma ter uma programação intensa, confirmando dezenas de palcos espalhados por pontos icônicos do município, além de atividades integradas nas escolas da rede municipal.

Para conferir todos os detalhes da programação oficial, descobrir locais de apresentação ou se cadastrar como músico, acesse o portal oficial (makemusic.org.br) ou confira o perfil @make.musicbrasil no Instagram.

Se você é do tipo que se apega a superstições e estatísticas no futebol, é bom ligar o sinal de alerta. O matemático alemão Joachim Klement atacou novamente e escolheu a Holanda como a grande campeã da Copa do Mundo deste ano.

O problema? O histórico do homem é de colocar medo em qualquer adversário. Ele acertou, com precisão cirúrgica, os donos da taça nos últimos três Mundiais: cravou a Alemanha em 2014, a França em 2018 e a Argentina em 2022.

Para piorar a nossa ansiedade, os caminhos de Brasil e Holanda podem se cruzar logo na segunda fase da competição, o primeiro mata-mata após os grupos. Se a Seleção Brasileira passar no Grupo C e os holandeses avançarem no Grupo F, o confronto direto estará armado. A missão do Brasil será, literalmente, quebrar a banca e o algoritmo do alemão.

A fórmula maluca do título

Joachim Klement, matemático alemão que previu os últimos três campeões do mundo: a Alemanha, em 2014, a França, em 2018, e a Argentina, em 2022.

Esqueça o tradicional “futebol é bola na rede”. O modelo científico de Klement analisa coisas que o torcedor nem imagina antes de dar o palpite no bolão. Ele cruza dados como o PIB de cada país, o tamanho da população, a infraestrutura esportiva e até o peso que o futebol tem naquela sociedade.

O próprio matemático já confessou ao jornal Der Spiegel que fica assustado com o próprio sucesso. Em 2014, quando o sistema apontou a Alemanha campeã jogando no Brasil, ele achou que era um erro, já que nenhuma seleção europeia tinha vencido na América do Sul até então. Deu no que deu.

Para este ano, a planilha dele diz que a Holanda elimina a Espanha na semifinal e vence Portugal na grande final.

O “Grupo do Terror” no caminho do Brasil

Se o Brasil quiser estragar a festa dos matemáticos, precisará ficar de olho no Grupo F. A chave da Holanda não tem nenhuma galinha morta e promete complicar o chaveamento:

  • Holanda: A temida Laranja Mecânica tem Van Dijk na zaga e Memphis Depay no ataque. Eles querem o título inédito de qualquer jeito.
  • Japão: Os Samurais Azuis viraram especialistas em derrubar gigantes. Em amistosos recentes de preparação, eles simplesmente venceram a Inglaterra e o próprio Brasil.
  • Suécia: Voltou ao Mundial com um ataque caríssimo e perigoso, liderado por Viktor Gyökeres e Alexander Isak.
  • Tunísia: Corre por fora com o novo técnico francês Sabri Lamouchi e quer fazer história.

 

Klement jura que as pessoas não devem levar seus estudos tão a sério e lembra que o futebol sempre tem espaço para o acaso. Mesmo assim, cabe ao técnico da Amarelinha estudar bem os adversários para provar que, no campo, a criatividade brasileira ainda vale mais do que qualquer planilha de Excel.

 

 

Foto em destaque: Reprodução X/OnsOranje

A Mega-Sena pode transformar um novo apostador em milionário neste sábado, dia 6 de junho. O concurso 3.015 tem prêmio estimado em R$ 32 milhões para a faixa principal. O sorteio acontece a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

O valor está mais alto porque este é um concurso com final cinco. De acordo com as regras da Caixa Econômica Federal, esses sorteios recebem um adicional financeiro acumulado das arrecadações das cinco edições anteriores.

Quem quiser acompanhar os números da sorte em tempo real pode assistir à transmissão ao vivo. A exibição acontece no canal oficial da Caixa no YouTube e também pelo Facebook das Loterias Caixa.

Horário limite e como apostar

Os apostadores devem ficar atentos ao relógio. As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) deste sábado.

Existem duas formas oficiais para jogar:

  • Presencialmente, em qualquer casa lotérica do país.
  • Pela internet, por meio do portal oficial das Loterias Caixa ou aplicativo móvel.

 

O jogo simples custa R$ 6. Nessa opção, o apostador pode marcar seis números no volante. A chance de acertar a combinação principal e levar o prêmio máximo para casa é de uma em mais de 50 milhões.

 

Educação (MEC) e o Inep prorrogaram o prazo de inscrição até o dia 12 de junho, próxima sexta-feira. A mudança garante uma semana a mais para os candidatos se sintonizarem com a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil.

Para se inscrever, o candidato deve acessar a Página do Participante do Enem na internet e preencher os dados solicitados. Quem não tem direito à isenção deve pagar a taxa de R$ 85 até o dia 17 de junho.

A prorrogação não altera os dias de prova. O exame continua marcado para os domingos 8 e 15 de novembro em todo o país.

Regras para isenção da taxa

Nem todos os candidatos precisam pagar para fazer o exame. A isenção do pagamento de R$ 85 é um direito garantido para:

  • Alunos do terceiro ano do ensino médio em escolas públicas.
  • Quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada (com renda de até um salário-mínimo e meio por pessoa).
  • Pessoas inscritas no CadÚnico do governo federal.

 

Os estudantes que fazem parte do programa Pé-de-Meia também têm direito à isenção. O Inep reforça um aviso importante: mesmo quem é isento precisa entrar no sistema e realizar a inscrição normalmente.

Incentivo financeiro e atendimento especializado

Os alunos do programa Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 recebem um bônus. O governo federal vai pagar um incentivo de R$ 200 para quem comparecer aos dois dias de prova do Enem.

O edital completo do Enem 2026 traz todas as regras sobre o atendimento especializado. O direito é garantido para pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, diabéticos e idosos.

Cronograma atualizado do Enem 2026

  • Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho
  • Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 12 de junho
  • Pagamento da taxa: até 17 de junho
  • Resultado do atendimento especializado: 26 de junho
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro

 

 

Foto em destaque: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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