Foz do Iguaçu encerrou 2025 com uma redução histórica nos casos de dengue, consolidando o impacto das estratégias de prevenção e controle adotadas pelo município. Segundo levantamento da Diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, com base nos dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), foram registrados 1.031 casos confirmados, contra 14.683 em 2024, uma queda de aproximadamente 93%.
O recuo também se reflete nas notificações, que caíram de 28.850 em 2024 para 10.548 em 2025, redução de 63,4%, enquanto as internações por dengue diminuíram de 2.017 para 437, uma queda de 78,3%.
Estratégias integradas de prevenção
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o desempenho positivo é resultado de ações combinadas ao longo do ano, incluindo:
- Implantação do método Wolbachia
- Visitas domiciliares e mutirões de limpeza
- Eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti
- Campanhas permanentes de conscientização da população
- Monitoramento epidemiológico contínuo
O prefeito General Silva e Luna destacou: “Essa redução histórica é fruto de planejamento, método e ações integradas. Com disciplina e o apoio da população, demonstramos que é possível enfrentar a dengue com seriedade e proteger a saúde dos iguaçuenses”.
Dados de janeiro de 2026 reforçam o cenário favorável: até o dia 19, 284 casos foram notificados, com apenas 6 confirmações e 5 internações, uma redução superior a 98% em relação a janeiro de 2024.
Método Wolbachia: inovação no combate ao mosquito
Foz do Iguaçu adotou o método Wolbachia, liberando mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão da dengue, zika e chikungunya.
A iniciativa é conduzida pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional. Com a biofábrica inaugurada em julho de 2024, as liberações começaram em agosto e, ao longo de 2025, alcançaram 50% da cobertura da área urbana do município.
O método Wolbachia fortalece o controle das arboviroses e consolida uma política pública de médio e longo prazo no enfrentamento ao mosquito transmissor.
Prevenção contínua
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) alerta que a dengue é uma doença sazonal, com maior risco entre março e maio. Por isso, as ações de prevenção seguem ativas em toda a cidade.
A população deve manter hábitos de prevenção, como:
- Eliminação semanal de água parada
- Vedação de caixas d’água
- Limpeza de calhas e descarte correto de recipientes
- Permitir o acesso dos agentes de endemias às residências
A participação dos moradores é decisiva para manter os resultados, principalmente na eliminação de focos do mosquito em quintais e imóveis.
Foto: Divulgação/AMN



