![]() |
| Garantias operacionais no transporte de cargas da região Oeste para os Portos de Paranaguá e Antonina são discutidas em reunião nesta sexta-feira (10) |
Cooperativas, cerealistas, exportadores e operadores logísticos participam nesta sexta-feira (10), em Cascavel, juntamente com o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, da segunda rodada de reuniões para discutir garantias operacionais no transporte de cargas da região Oeste para os Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
Mediante parceria com a Appa, a Ferroeste quer se assegurar de que os prazos firmados em contrato pelos seus clientes sejam respeitados pela ALL – empresa privada responsável pelo transporte das cargas no trecho entre Guarapuava e o Porto de Paranaguá. O encontro será às 10 horas, no auditório da Bunge, no terminal da Ferroeste, Km-576 da BR-277.
O objetivo da reunião, segundo Samuel Gomes, “é discutir as medidas necessárias” que garantam, “no curto prazo” que a produção da região de influência da Ferroeste “tenha acesso ferroviário ao Porto: com segurança, previsibilidade logística e custos reduzidos”.
Gomes lembra que o Governo do Estado quer incrementar o transporte da produção do interior do Paraná através da Ferroeste. “Queremos esta ferrovia pública para interagir com o Porto de Paranaguá”, disse o governador Roberto Requião, em setembro de 2008, em Pato Branco, durante a assinatura da contratação da primeira fase do estudo de viabilidade técnica da expansão da ferrovia para o Sudoeste do Estado e o Oeste de Santa Catarina.
Para Arney Antonio Frasson, da AB Agrobrasil, “existe uma desproporção” entre a oferta de vagões destinados para o Norte do Paraná, atendido pela ALL, e a região Oeste do Paraná. “Uma relação desproporcional”, explica, “de 400 vagões para o Norte e de dez a quinze para a região Oeste”. Frasson é um dos sócios da Gralha Azul, consórcio formado para a compra de vagões em licitação pelo sistema de regime de menor preço, promovida pelo Governo do Estado.
Arney Frasson, que é também vice-presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Paraná (Acepar), considera “oportuna a atitude da direção da ferrovia” no sentido de discutir o tema com os produtores. “Haja vista que o Oeste quase não é atendido em sua demanda”, justifica. Segundo o dirigente, “conseguir que cheguem mais vagões no Oeste do Estado vai ajudar muito o setor produtivo a escoar suas cargas para os portos e regiões consumidoras do país”.
Appa – Na primeira reunião, ocorrida no último dia 2, no Porto de Paranaguá, o superintendente da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza, declarou que o terminal público do Estado estava se alinhando à Ferroeste. “Para que nossa ferrovia tenha viabilidade operacional plena”, esclareceu. Antes de construir seu novo ramal entre Guarapuava e o Porto de Paranaguá, disse Gomes, a Ferroeste projeta aumentar, até 2010, devido à parceria com a Appa, o volume de cargas transportado pela empresa de 1,9 milhão para 3,6 milhões de toneladas
Gomes ressalta ainda que “a forma como a concessionária privada gere o seu trecho está impedindo que a Ferroeste consiga realizar negócios e contratos de longo prazo com os usuários da sua área de concessão”. Os empresários querem ter segurança de que os vagões próprios e de terceiros voltarão do Porto ao terminal da Ferroeste, em Guarapuava, na data e horário contratados. “A convicção geral do setor produtivo”, avalia Gomes, “é de que mesmo que a Ferroeste e os clientes comprem vagões, tais ativos não serão adequadamente produtivos e rentáveis, pois a ALL dará preferência de tráfego para os seus vagões, direcionado-os a outras regiões”.
“Diante deste quadro”, conclui o presidente da Ferroeste, “o Paraná não permitirá que os seus produtores continuem a ser explorados e que os nossos produtos tenham preços superiores por custo exageradamente elevado de transporte”.



