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seg, 06 de abr 2026

Debandada de multinacionais agrava crise econômica na Argentina

Burger King e Carrefour anunciam planos de deixar o país, enquanto outras gigantes já encerraram operações em meio à fuga de capitais e incertezas econômicas.

A crise econômica argentina segue aprofundando a saída de grandes multinacionais do país. Desde o início de 2020, pelo menos 16 companhias globais anunciaram desinvestimentos ou encerramento de atividades, sinalizando um cenário cada vez mais hostil para negócios internacionais.

Burger King e Carrefour preparam retirada do mercado argentino

O caso mais recente é o do Burger King, que colocou à venda suas 118 lojas na Argentina, onde atua desde 1990. A negociação está sendo conduzida pelo Banco BBVA e faz parte da estratégia de saída da controladora mexicana Alsea, que também opera as marcas Domino’s Pizza, Chili’s, Italianni’s, The Cheesecake Factory e Starbucks.

Desde a pandemia, a Alsea vinha reestruturando seus negócios e fechando unidades deficitárias. Em 2020, a empresa encerrou 13 lojas na Grande Buenos Aires — cinco do Burger King e oito da Starbucks — e transferiu sua base administrativa para Santiago, no Chile, centralizando a gestão regional.
Segundo analistas, a combinação de inflação descontrolada, restrições cambiais e queda no consumo interno tornou inviável a manutenção da operação no país.

Outra gigante que sinalizou a saída é o Carrefour. A rede francesa, que possui mais de 700 unidades entre supermercados e hipermercados na Argentina, estuda vender seus ativos locais por cerca de US$ 1 bilhão. Três grupos interessados, entre eles Coto e Cencosud, já analisam a compra.

Nike, HSBC e Exxon já deixaram o país

Enquanto Burger King e Carrefour avaliam o momento de sair, outras gigantes já fizeram as malas. A Nike vendeu suas operações de distribuição para o grupo mexicano Axo em 2020, mantendo apenas a propriedade intelectual.
O HSBC, a petroleira ExxonMobil e a americana Procter & Gamble também deixaram o país. Esta última vendeu marcas tradicionais como Gillette, Pantene e Pampers à argentina Newsan, que assumiu a produção e a venda dos produtos.

A Mercedes-Benz encerrou um ciclo histórico ao vender sua fábrica em Virrey del Pino, região metropolitana de Buenos Aires. A planta, inaugurada em 1951, foi a primeira unidade da montadora fora da Alemanha. Desde fevereiro, a operação está sob controle da concessionária Prestige Auto Open Cars, que manteve cerca de 1.700 empregos.

Telefónica e Petrobras também recuam

Em março de 2025, a espanhola Telefónica confirmou a venda de suas operações à Telecom Argentina por US$ 1,24 bilhão, consolidando sua estratégia de retração na América Latina.
A Petrobras também reduziu drasticamente sua presença no país, após anos de prejuízos e instabilidade regulatória.

Raízen tenta vender ativos da Shell na Argentina

A brasileira Raízen, licenciada da marca Shell, colocou à venda 700 postos de combustíveis e a refinaria Dock Sud, avaliados em US$ 1,5 bilhão. A empresa busca repassar seus ativos antes de uma nova desvalorização cambial.

Empresas que já deixaram ou anunciaram saída da Argentina

  • Burger King (anunciou saída)
  • Carrefour (anunciou saída)
  • Raízen (em processo de venda)
  • Walmart
  • Telefónica
  • Mercedes-Benz
  • ExxonMobil
  • Procter & Gamble
  • Zara
  • HSBC
  • Petrobras

Efeito Milei: otimismo liberal, mas economia ainda instável

Argentinos lotam lojas em Ciudad Del Este.

As promessas de abertura econômica feitas pelo presidente Javier Milei não foram suficientes para conter o êxodo de multinacionais. Apesar das medidas de desregulamentação e corte de gastos públicos, a inflação acima de 180% ao ano e a falta de previsibilidade cambial seguem afastando investidores estrangeiros.

Na região trinacional, o impacto é visível — mas de forma oposta ao que se via nos últimos anos. Desde o início de 2025, argentinos têm cruzado em massa as pontes para o Brasil e o Paraguai, em busca de produtos mais baratos e maior variedade. A valorização do peso argentino em determinados períodos do ano, aliada à desaceleração da inflação, ampliou o poder de compra dos vizinhos no exterior.

O cenário atual inverteu a lógica histórica do comércio de fronteira. Antes, brasileiros e paraguaios atravessavam para Puerto Iguazú em busca de vinhos, azeites e produtos de melhor qualidade a preços menores. Agora, o movimento se dá no sentido contrário: argentinos lotam os shoppings de Ciudad del Este e as lojas de Foz do Iguaçu, aproveitando a diferença de preços.

Embora a inflação argentina tenha perdido força em relação a 2024, os preços internos continuam altos, tornando o Brasil e o Paraguai destinos de compras mais atrativos. Para empresários locais, esse fluxo reforça o comércio e ameniza os impactos da crise no país vizinho.

A saída — ou o simples anúncio de saída — de multinacionais da Argentina simboliza mais que uma crise econômica: representa a perda de confiança de empresas que ajudaram a moldar o consumo no país.
Enquanto o governo Milei tenta equilibrar o discurso liberal com a realidade inflacionária, os vizinhos de fronteira observam com cautela. O futuro econômico argentino, por ora, segue em compasso de espera — e a paciência do mercado parece estar se esgotando.

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Em 2015, o Marco das Três Fronteiras era pouco mais que um obelisco histórico em uma área com infraestrutura precária e baixo fluxo de visitantes. Dez anos após a concessão à iniciativa privada, os números falam por si: R$ 483 milhões movimentados, recordes de público e uma revitalização que transformou toda a região Sul de Foz do Iguaçu.

Diante desse cenário de sucesso consolidado, surge a pergunta inevitável para o planejamento urbano da nossa cidade: Será que esse mesmo modelo de gestão não é a solução que falta para o Bosque Guarani?

Do Zoológico ao Abandono: O cenário do Bosque

Cenário de espera: O Bosque Guarani permanece sem data oficial para reabertura após consulta pública finalizada em 2025. Foto: Kaká Souza.

Localizado em um ponto nevrálgico do Centro — ao lado do terminal de ônibus e de hotéis estratégicos — o Bosque Guarani vive um limbo desde o fechamento do seu antigo zoológico em 2021. Embora tenha se tornado uma Unidade de Conservação (Parque Natural Municipal) em 2023, o espaço ainda carece de uma ocupação que combine preservação ambiental com lazer seguro e atrativo para o iguaçuense.

Atualmente, o município finaliza o Plano de Manejo do local. Este documento é o “divisor de águas”. Sem ele, nada acontece. Com ele aprovado, a Prefeitura terá em mãos o mapa jurídico para decidir: manter a gestão direta (com custos elevados de manutenção) ou buscar uma parceria como a que deu vida nova ao Marco.

Ocupação irregular na lateral do Bosque Guarani evidencia o impacto social do abandono da área central de Foz. Foto: Kaká Souza.

Por que o modelo “Marco” faz sentido aqui?

Se olharmos para o que aconteceu no Marco das Três Fronteiras, os paralelos com o potencial do Bosque são evidentes:

  • Segurança e Convivência: Onde antes havia isolamento, o Marco trouxe monitoramento e iluminação. No Bosque, isso significaria devolver o espaço às famílias, afastando a sensação de insegurança que muitas vezes ronda o centro à noite.
  • Investimento Sem Custo Público: No modelo de concessão, a concessionária assume o risco e o investimento em infraestrutura (como os novos acessos e o Espaço das Américas no Marco), enquanto o município recebe outorga e impostos.
  • Turismo de Centro: Imagine o turista que hoje se hospeda no centro ter um “Parque Natural” moderno a poucos passos, com café, trilhas educativas e acessibilidade. Isso retém o visitante por mais tempo no comércio local.

O Desafio da Sustentabilidade

É claro que o Bosque Guarani tem suas particularidades. É uma área de mata nativa densa e proteção rigorosa. Mas a experiência do Marco prova que é possível aliar soberania, história e proteção ambiental com uma operação comercial eficiente.

O Plano de Manejo, que encerrou sua fase de consulta pública ainda em 2025, prevê o zoneamento do parque. É este zoneamento que dirá onde pode haver uma lanchonete, onde deve ser preservação integral e onde podem ser instaladas passarelas de educação ambiental.

A palavra está com você, leitor

A Prefeitura deu o passo técnico com o Plano de Manejo. Agora, cabe a Foz do Iguaçu decidir se quer manter o Bosque como um “quadrado verde” cercado por grades no centro ou se está pronta para transformá-lo em um novo marco de desenvolvimento sustentável, seguindo o exemplo de sucesso que já temos em casa.

Você concorda que a concessão é o melhor caminho para o Bosque Guarani ou o espaço deve seguir sob gestão exclusiva da Prefeitura?

 

Nota da Redação: O Portal Clickfoz tentou contato com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitando atualizações sobre o cronograma de aprovação do Plano de Manejo — cuja consulta pública foi encerrada em março de 2025 — e a previsão de reabertura do Bosque Guarani. Até o fechamento desta edição, não houve retorno aos nossos questionamentos. O espaço permanece aberto para que a secretaria envie seu posicionamento, que será prontamente atualizado nesta reportagem.

 

 

Fotos: Kaká Souza/Portal Clickfoz

O cenário teatral da Tríplice Fronteira ganha uma oportunidade de formação gratuita na próxima semana. Os projetos de extensão Cote’Coi – Coletivo Teatral e o Grupo de Teatro Universitário, que atuam na região desde 2015, convidam artistas e interessados em geral para a oficina “O corpo, a palavra e a cena”.

Com foco na poética da atuação e na experimentação de diferentes linguagens cênicas, o treinamento é voltado para atrizes, atores, diretores e qualquer pessoa da comunidade que deseje explorar a expressão corporal e a construção da cena.

Programação e Datas

As oficinas serão realizadas de forma presencial em três encontros na próxima semana:

  • Segunda-feira (06/04): das 14h às 18h
  • Quarta-feira (08/04): das 14h às 18h
  • Sexta-feira (10/04): das 14h às 18h

Como participar

As atividades são totalmente gratuitas. Para garantir uma vaga, os interessados devem preencher o formulário de inscrição disponível na internet. A iniciativa reforça o papel dos projetos de extensão universitária na democratização do acesso à cultura e na formação de novos talentos locais.

Inscrições: Clique aqui para acessar o formulário oficial

Sobre o Cote’Coi

O coletivo é uma referência na região trinacional (Brasil, Paraguai e Argentina) há mais de uma década, desenvolvendo pesquisas contínuas sobre o fazer teatral e promovendo a integração entre a universidade e a comunidade externa por meio das artes cênicas.

O calendário eleitoral de 2026 entra em uma fase decisiva neste mês de abril. Para o cidadão que deseja votar nas eleições gerais de outubro — quando serão escolhidos presidente, governadores, senadores e deputados —, restam pouco mais de 30 dias para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral. O prazo final é o dia 6 de maio.

A data limite vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral ou alterar o local de votação.

Como regularizar em Foz do Iguaçu

O eleitor iguaçuense pode resolver suas pendências de duas formas:

  1. Presencial: Procurando o Cartório Eleitoral de Foz do Iguaçu.
  2. Digital: Através do portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no serviço de autoatendimento do eleitor.

 

Vale lembrar que o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Jovens que completam 16 anos até a data da eleição já podem solicitar o documento, mesmo que ainda tenham 15 anos no momento do pedido.

“Dança das Cadeiras” na Política

Além do prazo para o cidadão, este fim de semana marca duas datas cruciais para quem pretende se candidatar:

  • Janela Partidária: Encerrou-se nesta sexta-feira (3) o prazo para que políticos mudem de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária.
  • Desincompatibilização: Termina neste sábado (4) o prazo para que ocupantes de cargos públicos (como ministros, secretários e diretores) deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições. A medida visa evitar o uso da máquina pública para fins eleitorais.

Por que não deixar para a última hora?

Historicamente, os últimos dias do prazo (próximos a 6 de maio) registram longas filas e instabilidade nos sistemas online do TSE devido ao alto volume de acessos. A recomendação da Justiça Eleitoral é que o eleitor aproveite o feriado de Páscoa para conferir sua situação no site oficial e realizar as alterações necessárias o quanto antes.

 

 

 

Foto em destaque: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Sábado de Aleluia (4) pode terminar com um novo milionário no Brasil. A Mega-Sena sorteia hoje o prêmio principal do concurso 2.992, que está acumulado em R$ 10 milhões. O valor, anteriormente estimado em R$ 7,5 milhões, subiu devido ao volume de apostas e ao último sorteio sem ganhadores na faixa principal.

As seis dezenas serão reveladas a partir das 21h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo direto do Espaço da Sorte, em São Paulo, pelos canais oficiais da Caixa no YouTube e Facebook.

Como apostar em Foz do Iguaçu

Para quem quer tentar a sorte na fronteira, as regras são simples:

  • Prazo: As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília).
  • Onde: Em qualquer casa lotérica credenciada, pelo portal Loterias Caixa ou pelo aplicativo oficial.
  • Custo: A aposta simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

Chance de ganhar

Quem faz a aposta mínima de seis números tem uma probabilidade de acerto de uma em 50.063.860. Já para quem opta pelo limite máximo de 20 números (ao custo de mais de R$ 232 mil), a chance sobe para uma em 1.292.

Além do prêmio principal, a Mega-Sena também premia acertadores da Quina (cinco números) e da Quadra (quatro números), cujos valores variam conforme o total arrecadado.

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