Search
Previous slide
Next slide

Cultivo de tilápia no reservatório de Itaipu pode dobrar produção de pescado no Brasil

Previous slide
Next slide

A criação da tilápia no reservatório da usina de Itaipu ganhou o apoio do ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella. A iniciativa poderá representar a redenção econômica dos pescadores aquicultores do Oeste do Paraná. O cultivo da tilápia no Lago de Itaipu é uma reivindicação dos pescadores da região.

O ministro declarou o apoio durante a abertura do 1º Encontro Regional das Superintendências Federais da Pesca e da Aquicultura das Regiões Sul e Sudeste, nesta terça-feira (4). O evento vai até sexta-feira (7), no Auditório Integração, na Itaipu Binacional. É a primeira vez que o encontro acontece no Sul do Brasil.

“Basta termos a liberação da tilápia no reservatório de Itaipu para obtermos uma produção de 400 mil toneladas apenas no lago da usina. Hoje, o País todo produz 500 mil toneladas”, disse o ministro.

 
Foto: JIE
Defesa do pescado de tilápia foi feita pelo ministro da coletiva de imprensa. Segundo a autoridade, a liberação, agora, depende do Paraguai.
“Hoje se produz aqui cerca de 4 mil toneladas de pescado, mas este número pode chegar a 400 mil toneladas. Somente com Itaipu podemos dobrar a produção de pescado nacional, com apenas 1% das águas do lago, e chegar a R$ 6 bilhões de renda que seriam injetados na economia”, afirmou.

A produção de tilápia no reservatório já está liberada pelo Ibama, mas ainda esbarra no acordo entre Brasil e Paraguai, que restringe o cultivo de espécies tidas como exóticas para o local. A norma consta no decreto 4526/2002. Embora a tilápia seja encontrada em rios a jusante e a montante do reservatório, ela ainda não consta na lista de espécies liberadas.

Segundo Crivella, o governo brasileiro sinaliza para a liberação, mas depende do avanço dessas negociações com o Paraguai. O país vizinho já teria se manifestado favorável à mudança no acordo, mas ainda não há prazo definido para isso.

“Está comprovado que a tilápia não causa nenhum impacto ambiental. Ela já é encontrada em grande quantidade no Rio Paranapanema, não é predadora nem carnívora”, afirmou o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek, que acompanhou o ministro nesta manhã. “Temos 135 mil hectares de lâmina d’água e uma base científica que pode contribuir para o desenvolvimento da aquicultura”, completou o DGB.

Em março, Samek recebeu um abaixo-assinado de 1.800 assinaturas solicitando a liberação do cultivo de tilápia no reservatório. A reivindicação foi repassada a Crivella, que recebeu outros pedidos diretamente dos pescadores. Eles solicitam ainda facilidades para o abatedouro e na liberação de certificações municipais e estaduais e junto à vigilância sanitária, além de cursos técnicos para abate.

“A pesca artesanal no rio não dá mais para nosso sustento. Se liberarem a tilápia, vai melhorar e muito a nossa renda. Esperamos também que haja melhoria na liberação dos recursos, para que ele chegue nas mãos do pescador”, disse Ivo dos Santos, da Associação de Pescadores Artesanais de Guaíra e Região. “Mais de 300 pessoas dependem dessa mudança apenas em Guaíra".

 
Programação

Foto: JIE
Crivella entregou cheques simbólicos de liberação de recursos para pescadores contemplados no Plano Safra. Foram entregues dois cheques, um de R$ 38 mil e outro de R$ 450 mil.

 

Além do ministro, secretários do Ministério da Pesca e da Aquicultura, deputados e autoridades como o diretor-presidente da Agência Nacional das Águas (ANA), Vicente Andreu, estiveram no primeiro dia do encontro.
  
Depois da solenidade, Crivella entregou um cheque simbólico do Plano Safra, que destinou R$ 4,1 bilhões para o financiamento de produção de pescado.
 
A programação incluiu ainda a degustação pelo ministro e autoridades de um risoto de tilápia feito pelos alunos do curso de gastronomia do Instituto Técnico Federal do Paraná (ITFPR).
    
Até sexta-feira (7), os participantes discutirão assuntos como licenciamento ambiental e o Plano Safra.
Previous slide
Next slide