A Iguazú Argentina, concessionária responsável pela operação turística do lado argentino do Parque Nacional do Iguaçu, anunciou nesta segunda-feira (13) o fechamento preventivo do Circuito Garganta do Diabo. A decisão foi tomada após o aumento repentino da vazão do Rio Iguaçu, que mais que dobrou em apenas sete horas.
Segundo comunicado oficial, o último trem em direção à Garganta do Diabo saiu às 14h. A partir desse horário, o acesso foi temporariamente suspenso por razões de segurança.

“Esta medida preventiva se toma tras observar un incremento significativo en el caudal del río Iguazú, producto de las intensas lluvias de las últimas horas”, informou a empresa em nota.
Vazão do Rio Iguaçu mais que dobrou em poucas horas
Conforme medições da Copel (Companhia Paranaense de Energia), às 7h da manhã desta segunda-feira, a vazão registrada próximo ao Hotel das Cataratas era de 2.370 m³/s (metros cúbicos por segundo). Já às 14h, o volume havia atingido 6.140 m³/s, um aumento de mais de 150%.

A Iguazú Argentina, concessionária responsável pela administração da visitação no lado argentino do parque, informou ainda que segue monitorando a situação em tempo real, com acompanhamento técnico e atualizações periódicas sobre as condições de segurança.
“Agradecemos a compreensão de todos os visitantes e reiteramos que estas ações visam preservar sua segurança”, reforçou a concessionária.
Lado brasileiro segue aberto à visitação
Enquanto o lado argentino suspendeu a visitação, o Parque Nacional do Iguaçu, no Brasil, permanece aberto normalmente, incluindo o acesso à passarela do Mirante da Garganta do Diabo. A administração brasileira também monitora continuamente os níveis do Rio Iguaçu, com dados fornecidos por sensores de pressão d’água operados pela Copel.
A vazão média natural das Cataratas do Iguaçu é de aproximadamente 1.500 m³/s, o equivalente a 1,5 milhão de litros por segundo — volume já suficiente para manter o título de maior conjunto de quedas d’água do mundo.
Histórico de cheias nas Cataratas
- Junho de 2014: 46,3 milhões de litros por segundo (46.300 m³/s)
- Junho de 1983: 35 milhões de litros por segundo (35.000 m³/s)
- Outubro de 2023: 24,2 milhões de litros por segundo (24.200 m³/s)
O monitoramento hidrológico é essencial para garantir a segurança dos visitantes e evitar danos às estruturas de visitação. Mesmo com o fechamento do lado argentino, não há risco imediato de interrupção no lado brasileiro, segundo técnicos que acompanham a situação.





