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seg, 16 de mar 2026

Baixa vazão do Rio Iguaçu faz passeios náuticos serem suspensos no lado argentino das Cataratas

Vazão chegou ao nível crítico de 517 m³/s nesta terça, e mede 654 m³/s na tarde desta quarta-feira; do lado brasileiro, operação do Macuco Safari segue normalizada até o momento.

O cenário nas Cataratas do Iguaçu segue em estado de alerta. Pelo segundo dia consecutivo, a forte redução no volume de água do Rio Iguaçu forçou a suspensão dos passeios náuticos no lado argentino do Parque Nacional. Após um registro crítico de apenas 517 m³/s na terça-feira (10), o volume apresentou uma leve oscilação, atingindo 654 metros cúbicos por segundo (m³/s) na tarde desta quarta-feira (11) — marca que ainda representa pouco mais de um terço do fluxo normal (1.500 m³/s).

A paralisação das atividades pela empresa Iguazú Jungle não é ocasional. Por medida de segurança, a operadora argentina reavalia e geralmente interrompe as navegações sempre que a vazão se aproxima do limite de um terço do volume normal. Com o rio nestes níveis, a profundidade nos canais de aproximação dos saltos argentinos torna-se insuficiente para garantir a dirigibilidade das embarcações.

Lado brasileiro mantém operação

Passeio Macuco Safari, no lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu. Foto: Christian Rizzi/Divulgação.

Diferente do que ocorre na margem argentina, o passeio náutico do lado brasileiro, operado pelo Macuco Safari, seguiu funcionando normalmente até o fechamento desta matéria. A operação brasileira consegue manter o cronograma devido às características geográficas do canal de navegação e aos pontos de embarque, que permitem a continuidade do serviço mesmo em períodos de baixa vazão.

Impacto no abastecimento em Puerto Iguazú

A crise hídrica ultrapassa as fronteiras do turismo e atinge diretamente o cotidiano da população vizinha. Em Puerto Iguazú, a baixa vazão prejudica severamente a captação de água bruta. Com o rio em níveis tão baixos, as bombas da planta potabilizadora enfrentam dificuldades operacionais, resultando em falta de água e baixa pressão em diversos bairros da cidade argentina.

De acordo com os dados da Prefectura Naval Argentina:

  • Comandante Andresito: O nível do rio está em apenas 0,32 metros (o normal é 1 metro).
  • Puerto Iguazú: O rio registra a marca de 7,90 metros, com tendência de queda.

A influência das represas

A oscilação acentuada no volume de água está diretamente ligada às operações das usinas hidrelétricas situadas em território brasileiro, acima do Parque Nacional. São seis grandes usinas hidrelétricas operando no curso principal do Rio Iguaçu, sendo cinco delas operadas integralmente pela Copel, e uma sexta, operada pelo Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI), onde a Copel possui participação de 30%. O manejo das barragens para a geração de energia dita o volume que chega à fronteira, criando janelas de seca extrema como a vista nas últimas 48 horas.

Enquanto a navegabilidade argentina segue suspensa, o turista depara-se com o fenômeno das “Cataratas de Pedra”. É um momento raro que revela toda a estrutura geológica e as rochas basálticas dos saltos, mas que serve como um lembrete visual da severidade da estiagem que atinge a bacia do Rio Iguaçu neste início de 2026.

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Não foi dessa vez. Mesmo com a torcida brasileira “invadindo” as redes sociais da Academia, a 98ª edição do Oscar, realizada neste domingo (15) em Los Angeles, não foi generosa com as produções nacionais. Com quatro indicações para “O Agente Secreto” e uma para o diretor de fotografia Adolpho Veloso, o Brasil somou cinco chances de vitória, mas acabou saindo do Dolby Theatre apenas com os aplausos.

O sentimento na redação é de que o cinema brasileiro merecia mais, especialmente em categorias onde éramos tecnicamente superiores. Confira como foi a “maratona do quase” na noite mais importante do cinema:

O balde de água fria na Fotografia

Uma das lamentações da noite veio cedo, na categoria de Melhor Fotografia. O brasileiro Adolpho Veloso, de apenas 37 anos, era um forte concorrente pelo seu trabalho visualmente impecável em “Sonhos de Trem” (Netflix). Veloso, que já é um nome consolidado no mercado internacional, entregou uma estética que muitos críticos apontavam como a favorita, principalmente porque ele já havia sido vencedor da categoria Melhor Fotografia no Critics Choice Awards 2026, em janeiro deste ano, mas a estatueta acabou indo para as mãos da equipe de “Uma Batalha Após a Outra”. Um resultado amargo para quem esperava ver a bandeira do Brasil brilhar pela técnica visual.

O “roubo” na Direção de Elenco

Wagner Moura fez homenagem para Gabriel Domingues no Oscar. Foto: Reprodução/TNT.

Nossa grande aposta da noite — e que gera maior indignação — era a nova categoria de Melhor Direção de Elenco. O trabalho de Gabriel Domingues em “O Agente Secreto” foi o que deu alma ao filme, conseguindo reunir um grupo de atores que transmitia com perfeição a tensão do Recife de 1977.

Era uma vantagem clara para o Brasil, já que o filme dependia visceralmente das performances coletivas. No entanto, a Academia optou pelo seguro, premiando novamente o épico de Paul Thomas Anderson. A frustração foi visível até mesmo em Wagner Moura, que subiu ao palco para apresentar justamente essa categoria. O ator fez um discurso potente, finalizado em português, exaltando Domingues e o talento brasileiro, em um momento de puro orgulho que quase valeu por um prêmio.

Filme Internacional: A Noruega leva a melhor

Na categoria de Melhor Filme Internacional, a torcida era para que o suspense de Kleber Mendonça Filho repetisse o feito de “Ainda Estou Aqui” no ano passado. Contudo, a estatueta foi para a Noruega com o longa “Valor Sentimental”. O Brasil era um candidato à estatueta — e parecia certo que iríamos levar, principalmente depois de ter perdido na categoria de direção de elenco, mas a estatueta de ouro parece ter criado uma resistência extra contra as nossas produções.

Melhor Ator: O último suspiro de esperança

Como manda a tradição, as categorias principais ficaram para o final, mantendo o público brasileiro acordado até de madrugada. Wagner Moura disputava o prêmio de Melhor Ator por sua atuação magistral como o professor Marcelo. A vantagem de Moura era a entrega emocional e a complexidade do personagem, algo que a crítica internacional elogiou exaustivamente.

Porém, definitivamente não era a noite do Brasil, e o premiado foi Michael B. Jordan (Pecadores). Jordan, visivelmente emocionado, fez um discurso histórico, mas para quem acompanhava de Foz, ficou aquele gosto de que Wagner Moura foi o grande injustiçado da cerimônia de 2026.

Já na categoria de Melhor Filme, a mais importante da noite — e a que obviamente já sabíamos que “O Agente Secreto” não levaria, a produção brasileira fez história apenas por estar lá, dividindo espaço com gigantes. O prêmio, como esperado, consolidou a noite de “Uma Batalha Após a Outra”

O saldo de 0 a 5

Sair de mãos vazias após 5 indicações é duro, mas o saldo para o cinema brasileiro é de resiliência. Estar entre os melhores pelo segundo ano consecutivo mostra que o Brasil não é mais uma “curiosidade” em Hollywood, mas uma potência técnica e artística. O Agente Secreto sai do Oscar sem a estatueta, mas com o respeito total da indústria.

Os corredores e entusiastas do esporte já podem preparar o fôlego e o cronômetro. A organização da Meia Maratona Internacional 3 Fronteiras confirmou que as inscrições para a aguardada edição de 2026 começam no próximo mês. Conhecida por ser uma das provas mais icônicas do calendário esportivo sul-americano, ela oferece a experiência rara de atravessar três países em um único percurso.

A prova está marcada para o dia 11 de outubro de 2026, conectando Ciudad del Este, no Paraguai, Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina.

Escolha o seu desafio: 10,5 km ou 21 km

A edição de 2026 mantém os dois formatos de percurso que atraem atletas de elite e amadores de diversas nacionalidades:

  • 21 KM (Meia Maratona): A experiência completa. A largada acontece no Paraguai (Ciudad del Este), cruza a Ponte da Amizade para o Brasil (Foz do Iguaçu) e finaliza no Marco das Três Fronteiras, na Argentina.

 

  • 10,5 KM: Uma opção mais curta, mas igualmente emocionante. A largada é feita no Brasil, atravessa a fronteira e termina em solo argentino.

Calendário de Inscrições

Para garantir uma vaga neste trajeto inesquecível, os atletas devem ficar atentos às datas de abertura do lote de inscrições:

  • 01 de abril: Abertura exclusiva para grupos e assessorias.
  • 10 de abril: Abertura para o público geral.

 

Mais que uma corrida, uma experiência cultural

Além do desafio físico, a Meia Maratona 3 Fronteiras é celebrada pela integração cultural. Correr entre três países permite que os participantes vivenciem paisagens únicas, como as pontes internacionais e a convergência dos rios Iguaçu e Paraná, pontos turísticos que ganham uma perspectiva diferente durante a competição.

Novidades sobre os kits dos atletas, detalhes técnicos do percurso e ações especiais desta edição serão divulgados em breve no perfil oficial da prova no Instagram (@meiamaratona3fronteiras).

 

Foto em destaque: Divulgação/Meia das 3 Fronteiras

O clima para o Oscar 2026 é de otimismo. Com Wagner Moura disputando a estatueta de Melhor Ator — algo inédito para um brasileiro — a pergunta que muitos fazem é: quem veio antes dele? A trajetória dos latinos no Oscar é marcada por pioneirismo e vitórias que romperam as barreiras da língua espanhola e portuguesa.

Para te ajudar a fazer aquele “aquecimento” para a cerimônia do Oscar, que acontece hoje à partir das 20h (horário de Brasília), relembramos os ícones que abriram as portas de Hollywood para que produções como O Agente Secreto pudessem sonhar com o topo.

Os Pioneiros na Atuação

Antes de Wagner Moura ser indicado ao lado de DiCaprio e Chalamet, outros nomes latinos já sentiram o peso da estatueta dourada nas mãos:

José Ferrer (Porto Rico): Foi o primeiro latino a vencer o Oscar de Melhor Ator, em 1950, por sua atuação impecável em Cyrano de Bergerac.

Anthony Quinn (México): Um gigante das telas que venceu duas vezes como Melhor Ator Coadjuvante (Viva Zapata! em 1952 e Sede de Viver em 1956).

Rita Moreno (Porto Rico): A lendária atriz foi a primeira mulher latina a vencer um Oscar, levando a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante em 1961 por Amor, Sublime Amor (West Side Story).

Benicio del Toro (Porto Rico): Em 2000, ele dominou a categoria de Coadjuvante por seu papel em Traffic.

 

O Domínio dos Diretores (Os “Três Amigos”)

Os diretores mexicanos Alfonso Cuarón, Alejandro G. Iñárritu e Guillermo del Toro. Imagem: Arquivo das redes sociais.

Se na atuação o caminho é árduo, na direção a América Latina (especialmente o México) dominou a última década. Guillermo del Toro, que declarou apoio ao Brasil este ano, faz parte desse trio de ouro:

  1. Alfonso Cuarón (México): Fez história com Gravidade e, mais recentemente, com Roma (2018), que levou três Oscars.
  2. Alejandro G. Iñárritu (México): Venceu consecutivamente por Birdman (2014) e O Regresso (2015).
  3. Guillermo del Toro (México): Consagrou-se com A Forma da Água (2017) e venceu Melhor Animação com Pinóquio em 2023.

 

E o Brasil nessa história?

O Brasil tem uma relação de “quase” e vitórias recentes que nos dão esperança para hoje à noite. O país já foi representado por Fernanda Montenegro (indicada em 1999 por Central do Brasil) e Fernanda Torres (em 2025 por Ainda Estou Aqui).

A grande vitória brasileira veio justamente no ano passado, em 2025, quando Ainda Estou Aqui quebrou o jejum e venceu como Melhor Filme Internacional, preparando o terreno para as quatro indicações de O Agente Secreto que veremos hoje.

O que esperar de Wagner Moura hoje?

Especialistas apontam que Moura pode repetir o feito de José Ferrer. Sua atuação em O Agente Secreto é considerada por críticos internacionais como “visceral e necessária”, colocando o Brasil não apenas como um competidor, mas como um favorito ao “Oscar de atuação”.

O Brasil vive um clima de final de Copa do Mundo neste domingo (15). A partir das 20h (horário de Brasília), começa a cerimônia do Oscar 2026, e a expectativa não poderia ser maior. Após a consagração de Ainda Estou Aqui como Melhor Filme Internacional em 2025, o país volta ao tapete vermelho com O Agente Secreto, produção dirigida por Kleber Mendonça Filho que faturou quatro indicações.

O thriller político, ambientado no Recife dos anos 1970, elevou o patamar da presença brasileira na Academia. O filme concorre em:

  • Melhor Filme (a categoria principal da noite);
  • Melhor Filme Internacional;
  • Melhor Ator (Wagner Moura);
  • Melhor Direção de Elenco (Gabriel Domingues).

Wagner Moura: Um momento histórico

Filme “O Agente Secreto”. Foto: Victor Jucá/Divulgação.

A indicação de Wagner Moura como Melhor Ator é um marco. Ele se tornou o primeiro brasileiro a disputar a categoria principal masculina de atuação. A tarefa, porém, não é simples: Moura concorre com nomes de peso como Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Timothée Chalamet (Marty Supreme), Michael B. Jordan (Pecadores) e Ethan Hawke (Blue Moon).

Além de finalista, o ator brasileiro também subirá ao palco como um dos apresentadores oficiais da noite, participando da entrega de uma das estatuetas.

Onde assistir e como acompanhar

No Brasil, a transmissão completa e na íntegra será feita pelo canal TNT (TV por assinatura) e pela plataforma de streaming Max (antiga HBO Max). Em Foz do Iguaçu, bares e restaurantes organizam exibições em telões, transformando a premiação em um grande evento coletivo.

 

VEJA AQUI ONDE ASSISTIR A CERIMÔNIA DO OSCAR 2026 EM FOZ

União Latino-Americana

O Brasil conta com um torcedor de peso: o diretor mexicano Guillermo del Toro. No último sábado (14), ele publicou no X (antigo Twitter): “Mais uma vez — Que o Brasil faça história amanhã”. A torcida de Del Toro repete o apoio dado no ano passado, reforçando a união do cinema latino-americano frente às produções de Hollywood.

Aposta da Redação: O Brasil tem chances reais?

A redação do Clickfoz aponta que as chances de vitória são concretas em duas frentes:

  1. Direção de Elenco: Categoria que estreia este ano e reconhece o trabalho de Gabriel Domingues em escalar 65 atores, incluindo a estreante Tânia Maria, de 79 anos.
  2. Melhor Ator: Wagner Moura realizou uma campanha brilhante nos EUA, sendo elogiado pela crítica não apenas pelo talento, mas por seu posicionamento firme em temas globais e direitos humanos.

Ordem da Premiação

A Academia costuma manter uma sequência tradicional. A noite começa com categorias de atuação coadjuvante e curtas, avançando para os prêmios técnicos. Melhor Filme Internacional e Direção de Elenco devem aparecer no meio da cerimônia, enquanto Melhor Ator e Melhor Filme encerram a festa, já na madrugada de segunda-feira.

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