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seg, 16 de mar 2026

Argentina reduz maioridade penal: Governo Milei promulga lei que fixa imputabilidade em 14 anos

Nova legislação substitui norma da década de 80 e estabelece limite de 15 anos de prisão para adolescentes; sistema tem 180 dias para adaptação.

O Governo de Javier Milei oficializou, nesta segunda-feira (09/03), a promulgação do novo Regime Penal Juvenil na Argentina. Através do Decreto 138/2026, publicado no Diário Oficial, a idade de imputabilidade penal no país vizinho foi reduzida de 16 para 14 anos. A medida formaliza a Lei 27.801, que havia sido aprovada pelo Congresso argentino no final de fevereiro.

A nova regra revoga a Lei 22.278, que estava em vigor desde 1980, e marca uma mudança profunda na política de segurança e justiça da Argentina. O sistema terá um prazo de 180 dias para se adequar antes que a lei passe a ser aplicada na prática.

Regras e limites do novo sistema

A legislação estabelece que adolescentes a partir dos 14 anos responderão criminalmente por delitos previstos no Código Penal. No entanto, o texto impõe salvaguardas e limites específicos para diferenciar o tratamento de menores e adultos:

  • Pena Máxima: Fica proibida a prisão perpétua para menores. O tempo máximo de reclusão será de 15 anos, mesmo que o crime cometido preveja penas superiores para adultos.
  • Foco na Ressocialização: As sanções devem priorizar a educação, formação laboral e reparação de danos à vítima.
  • Monitoramento Eletrônico: A lei autoriza o uso de tornozeleiras e dispositivos de rastreio para garantir o cumprimento das medidas socioeducativas.
  • Privação de Liberdade: O encarceramento deve ser a última opção, podendo ser cumprido em domicílio, institutos abertos ou centros especializados de detenção.

Implementação e orçamento

Para que a nova lei saia do papel, o governo argentino previu um investimento inicial superior a 23,7 bilhões de pesos. Esses recursos serão destinados ao Ministério da Justiça e à Defensoria Geral para a construção de infraestrutura e contratação de equipes interdisciplinares (médicos, psicólogos e educadores).

A norma também convida as províncias, incluindo a vizinha Misiones (onde fica Puerto Iguazú), a adequarem suas legislações locais aos novos princípios federais. Caso não seja possível comprovar a idade exata do suspeito no momento da abordagem, a justiça deverá presumir a menoridade, seguindo o princípio de proteção ao menor.

Enquanto isso, no Brasil…

A decisão da Argentina reacende o debate sobre a maioridade penal no Brasil, onde a Constituição de 1988 define a inimputabilidade para menores de 18 anos. Atualmente, o país segue o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas para jovens entre 12 e 18 anos, com internação máxima de três anos para atos infracionais graves.

Na Câmara dos Deputados e no Senado, o tema permanece em pauta por meio da PEC 115/2015, que propõe a redução para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Embora a proposta tenha avançado em algumas comissões, ela enfrenta resistência de setores que defendem o fortalecimento do ECA e o foco na educação, em vez da punição no sistema carcerário comum.

O debate na fronteira

Para os moradores da Tríplice Fronteira, a nova legislação argentina é vista com atenção, especialmente no que diz respeito à segurança pública e à cooperação jurídica em crimes transfronteiriços. Com a nova regra argentina de 14 anos, a região passa a conviver com três realidades distintas. No Paraguai, embora a maioridade penal plena seja aos 18 anos, o sistema de justiça já aplica responsabilidade penal e medidas de internação a partir dos 14 anos.

Enquanto isso, no Brasil, a imputabilidade penal plena ocorre apenas aos 18 anos e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) limita o tempo de internação a no máximo três anos para atos infracionais graves. Essa disparidade de critérios levanta um alerta em Foz do Iguaçu: o receio é que a cidade se torne um destino atrativo para menores infratores dos países vizinhos, que podem enxergar na legislação brasileira um cenário de maior impunidade ou menor rigor penal para quem ainda não atingiu a maioridade.

 

 

Foto em destaque: Freepik

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Não foi dessa vez. Mesmo com a torcida brasileira “invadindo” as redes sociais da Academia, a 98ª edição do Oscar, realizada neste domingo (15) em Los Angeles, não foi generosa com as produções nacionais. Com quatro indicações para “O Agente Secreto” e uma para o diretor de fotografia Adolpho Veloso, o Brasil somou cinco chances de vitória, mas acabou saindo do Dolby Theatre apenas com os aplausos.

O sentimento na redação é de que o cinema brasileiro merecia mais, especialmente em categorias onde éramos tecnicamente superiores. Confira como foi a “maratona do quase” na noite mais importante do cinema:

O balde de água fria na Fotografia

Uma das lamentações da noite veio cedo, na categoria de Melhor Fotografia. O brasileiro Adolpho Veloso, de apenas 37 anos, era um forte concorrente pelo seu trabalho visualmente impecável em “Sonhos de Trem” (Netflix). Veloso, que já é um nome consolidado no mercado internacional, entregou uma estética que muitos críticos apontavam como a favorita, principalmente porque ele já havia sido vencedor da categoria Melhor Fotografia no Critics Choice Awards 2026, em janeiro deste ano, mas a estatueta acabou indo para as mãos da equipe de “Uma Batalha Após a Outra”. Um resultado amargo para quem esperava ver a bandeira do Brasil brilhar pela técnica visual.

O “roubo” na Direção de Elenco

Wagner Moura fez homenagem para Gabriel Domingues no Oscar. Foto: Reprodução/TNT.

Nossa grande aposta da noite — e que gera maior indignação — era a nova categoria de Melhor Direção de Elenco. O trabalho de Gabriel Domingues em “O Agente Secreto” foi o que deu alma ao filme, conseguindo reunir um grupo de atores que transmitia com perfeição a tensão do Recife de 1977.

Era uma vantagem clara para o Brasil, já que o filme dependia visceralmente das performances coletivas. No entanto, a Academia optou pelo seguro, premiando novamente o épico de Paul Thomas Anderson. A frustração foi visível até mesmo em Wagner Moura, que subiu ao palco para apresentar justamente essa categoria. O ator fez um discurso potente, finalizado em português, exaltando Domingues e o talento brasileiro, em um momento de puro orgulho que quase valeu por um prêmio.

Filme Internacional: A Noruega leva a melhor

Na categoria de Melhor Filme Internacional, a torcida era para que o suspense de Kleber Mendonça Filho repetisse o feito de “Ainda Estou Aqui” no ano passado. Contudo, a estatueta foi para a Noruega com o longa “Valor Sentimental”. O Brasil era um candidato à estatueta — e parecia certo que iríamos levar, principalmente depois de ter perdido na categoria de direção de elenco, mas a estatueta de ouro parece ter criado uma resistência extra contra as nossas produções.

Melhor Ator: O último suspiro de esperança

Como manda a tradição, as categorias principais ficaram para o final, mantendo o público brasileiro acordado até de madrugada. Wagner Moura disputava o prêmio de Melhor Ator por sua atuação magistral como o professor Marcelo. A vantagem de Moura era a entrega emocional e a complexidade do personagem, algo que a crítica internacional elogiou exaustivamente.

Porém, definitivamente não era a noite do Brasil, e o premiado foi Michael B. Jordan (Pecadores). Jordan, visivelmente emocionado, fez um discurso histórico, mas para quem acompanhava de Foz, ficou aquele gosto de que Wagner Moura foi o grande injustiçado da cerimônia de 2026.

Já na categoria de Melhor Filme, a mais importante da noite — e a que obviamente já sabíamos que “O Agente Secreto” não levaria, a produção brasileira fez história apenas por estar lá, dividindo espaço com gigantes. O prêmio, como esperado, consolidou a noite de “Uma Batalha Após a Outra”

O saldo de 0 a 5

Sair de mãos vazias após 5 indicações é duro, mas o saldo para o cinema brasileiro é de resiliência. Estar entre os melhores pelo segundo ano consecutivo mostra que o Brasil não é mais uma “curiosidade” em Hollywood, mas uma potência técnica e artística. O Agente Secreto sai do Oscar sem a estatueta, mas com o respeito total da indústria.

Os corredores e entusiastas do esporte já podem preparar o fôlego e o cronômetro. A organização da Meia Maratona Internacional 3 Fronteiras confirmou que as inscrições para a aguardada edição de 2026 começam no próximo mês. Conhecida por ser uma das provas mais icônicas do calendário esportivo sul-americano, ela oferece a experiência rara de atravessar três países em um único percurso.

A prova está marcada para o dia 11 de outubro de 2026, conectando Ciudad del Este, no Paraguai, Foz do Iguaçu, no Brasil, e Puerto Iguazú, na Argentina.

Escolha o seu desafio: 10,5 km ou 21 km

A edição de 2026 mantém os dois formatos de percurso que atraem atletas de elite e amadores de diversas nacionalidades:

  • 21 KM (Meia Maratona): A experiência completa. A largada acontece no Paraguai (Ciudad del Este), cruza a Ponte da Amizade para o Brasil (Foz do Iguaçu) e finaliza no Marco das Três Fronteiras, na Argentina.

 

  • 10,5 KM: Uma opção mais curta, mas igualmente emocionante. A largada é feita no Brasil, atravessa a fronteira e termina em solo argentino.

Calendário de Inscrições

Para garantir uma vaga neste trajeto inesquecível, os atletas devem ficar atentos às datas de abertura do lote de inscrições:

  • 01 de abril: Abertura exclusiva para grupos e assessorias.
  • 10 de abril: Abertura para o público geral.

 

Mais que uma corrida, uma experiência cultural

Além do desafio físico, a Meia Maratona 3 Fronteiras é celebrada pela integração cultural. Correr entre três países permite que os participantes vivenciem paisagens únicas, como as pontes internacionais e a convergência dos rios Iguaçu e Paraná, pontos turísticos que ganham uma perspectiva diferente durante a competição.

Novidades sobre os kits dos atletas, detalhes técnicos do percurso e ações especiais desta edição serão divulgados em breve no perfil oficial da prova no Instagram (@meiamaratona3fronteiras).

 

Foto em destaque: Divulgação/Meia das 3 Fronteiras

O clima para o Oscar 2026 é de otimismo. Com Wagner Moura disputando a estatueta de Melhor Ator — algo inédito para um brasileiro — a pergunta que muitos fazem é: quem veio antes dele? A trajetória dos latinos no Oscar é marcada por pioneirismo e vitórias que romperam as barreiras da língua espanhola e portuguesa.

Para te ajudar a fazer aquele “aquecimento” para a cerimônia do Oscar, que acontece hoje à partir das 20h (horário de Brasília), relembramos os ícones que abriram as portas de Hollywood para que produções como O Agente Secreto pudessem sonhar com o topo.

Os Pioneiros na Atuação

Antes de Wagner Moura ser indicado ao lado de DiCaprio e Chalamet, outros nomes latinos já sentiram o peso da estatueta dourada nas mãos:

José Ferrer (Porto Rico): Foi o primeiro latino a vencer o Oscar de Melhor Ator, em 1950, por sua atuação impecável em Cyrano de Bergerac.

Anthony Quinn (México): Um gigante das telas que venceu duas vezes como Melhor Ator Coadjuvante (Viva Zapata! em 1952 e Sede de Viver em 1956).

Rita Moreno (Porto Rico): A lendária atriz foi a primeira mulher latina a vencer um Oscar, levando a estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante em 1961 por Amor, Sublime Amor (West Side Story).

Benicio del Toro (Porto Rico): Em 2000, ele dominou a categoria de Coadjuvante por seu papel em Traffic.

 

O Domínio dos Diretores (Os “Três Amigos”)

Os diretores mexicanos Alfonso Cuarón, Alejandro G. Iñárritu e Guillermo del Toro. Imagem: Arquivo das redes sociais.

Se na atuação o caminho é árduo, na direção a América Latina (especialmente o México) dominou a última década. Guillermo del Toro, que declarou apoio ao Brasil este ano, faz parte desse trio de ouro:

  1. Alfonso Cuarón (México): Fez história com Gravidade e, mais recentemente, com Roma (2018), que levou três Oscars.
  2. Alejandro G. Iñárritu (México): Venceu consecutivamente por Birdman (2014) e O Regresso (2015).
  3. Guillermo del Toro (México): Consagrou-se com A Forma da Água (2017) e venceu Melhor Animação com Pinóquio em 2023.

 

E o Brasil nessa história?

O Brasil tem uma relação de “quase” e vitórias recentes que nos dão esperança para hoje à noite. O país já foi representado por Fernanda Montenegro (indicada em 1999 por Central do Brasil) e Fernanda Torres (em 2025 por Ainda Estou Aqui).

A grande vitória brasileira veio justamente no ano passado, em 2025, quando Ainda Estou Aqui quebrou o jejum e venceu como Melhor Filme Internacional, preparando o terreno para as quatro indicações de O Agente Secreto que veremos hoje.

O que esperar de Wagner Moura hoje?

Especialistas apontam que Moura pode repetir o feito de José Ferrer. Sua atuação em O Agente Secreto é considerada por críticos internacionais como “visceral e necessária”, colocando o Brasil não apenas como um competidor, mas como um favorito ao “Oscar de atuação”.

O Brasil vive um clima de final de Copa do Mundo neste domingo (15). A partir das 20h (horário de Brasília), começa a cerimônia do Oscar 2026, e a expectativa não poderia ser maior. Após a consagração de Ainda Estou Aqui como Melhor Filme Internacional em 2025, o país volta ao tapete vermelho com O Agente Secreto, produção dirigida por Kleber Mendonça Filho que faturou quatro indicações.

O thriller político, ambientado no Recife dos anos 1970, elevou o patamar da presença brasileira na Academia. O filme concorre em:

  • Melhor Filme (a categoria principal da noite);
  • Melhor Filme Internacional;
  • Melhor Ator (Wagner Moura);
  • Melhor Direção de Elenco (Gabriel Domingues).

Wagner Moura: Um momento histórico

Filme “O Agente Secreto”. Foto: Victor Jucá/Divulgação.

A indicação de Wagner Moura como Melhor Ator é um marco. Ele se tornou o primeiro brasileiro a disputar a categoria principal masculina de atuação. A tarefa, porém, não é simples: Moura concorre com nomes de peso como Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), Timothée Chalamet (Marty Supreme), Michael B. Jordan (Pecadores) e Ethan Hawke (Blue Moon).

Além de finalista, o ator brasileiro também subirá ao palco como um dos apresentadores oficiais da noite, participando da entrega de uma das estatuetas.

Onde assistir e como acompanhar

No Brasil, a transmissão completa e na íntegra será feita pelo canal TNT (TV por assinatura) e pela plataforma de streaming Max (antiga HBO Max). Em Foz do Iguaçu, bares e restaurantes organizam exibições em telões, transformando a premiação em um grande evento coletivo.

 

VEJA AQUI ONDE ASSISTIR A CERIMÔNIA DO OSCAR 2026 EM FOZ

União Latino-Americana

O Brasil conta com um torcedor de peso: o diretor mexicano Guillermo del Toro. No último sábado (14), ele publicou no X (antigo Twitter): “Mais uma vez — Que o Brasil faça história amanhã”. A torcida de Del Toro repete o apoio dado no ano passado, reforçando a união do cinema latino-americano frente às produções de Hollywood.

Aposta da Redação: O Brasil tem chances reais?

A redação do Clickfoz aponta que as chances de vitória são concretas em duas frentes:

  1. Direção de Elenco: Categoria que estreia este ano e reconhece o trabalho de Gabriel Domingues em escalar 65 atores, incluindo a estreante Tânia Maria, de 79 anos.
  2. Melhor Ator: Wagner Moura realizou uma campanha brilhante nos EUA, sendo elogiado pela crítica não apenas pelo talento, mas por seu posicionamento firme em temas globais e direitos humanos.

Ordem da Premiação

A Academia costuma manter uma sequência tradicional. A noite começa com categorias de atuação coadjuvante e curtas, avançando para os prêmios técnicos. Melhor Filme Internacional e Direção de Elenco devem aparecer no meio da cerimônia, enquanto Melhor Ator e Melhor Filme encerram a festa, já na madrugada de segunda-feira.

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